domingo, 30 de maio de 2021

santos da igreja ortodoxa siria

 

mitologia greco romana

 DEUSES DA MITOLOGIA GREGA E ROMANA

O panteão greco-romano reverenciava muitos deuses e semideuses, com a aparência de seres humanos e com funções ou atribuições específicas no governo do Universo. Eles habitavam o Olimpo, alimentavam-se de ambrosia e hidromel e mantinham estreito contato com os mortais. Os principais eram:

Nome grego
Zeus
Poseidon
Hades
Ares
Afrodite
Cronos
Hermes
Ouranos
Hera
Atena
Héstia
Dioniso
Eros
Perséfone
Apolo
Ártemis
Deméter
Íris
Hebe
Hefaístos
Réia
Nome romano
Júpiter
Netuno
Plutão
Marte
Vênus
Saturno
Mercúrio
Urano
Juno
Minerva
Vesta
Baco
Cupido
Prosérpina
Apolo
Diana
Ceres
Íris
Hebe
Vulcano
Cíbele
Atributos
Rei do Olimpo e dos Deuses
Deus dos mares e da navegação
Deus dos infernos (tártaro)
Deus da guerra
Deusa da beleza
Deus do tempo
Deus do comércio e do roubo
Deus do Universo
Deusa-rainha do Olimpo
Deusa do saber
Deusa do fogo e do lar
Deus da luxúria e do vinho
Deus do amor
Deusa-rainha do Hades (tártaro ou inferno)
Deus da luz e do Sol
Deusa da caça
Deusa da agricultura
Deusa do arco-íris
Deusa da juventude
Ferreiro dos Deuses
Deusa da Terra, esposa de Saturno

miltologia babilonica

 DAD - Senhor das tempestades, das tormentas acompa­nhadas de raios e trovões, mas também da chuva benfazeja. Adad não era deus sumeriano, nem sequer semita. As lendas fenicias, as mais antigas, tais como as encontradas em Ras-Shamra, refe­rem que quando todo o panteão foi provido de templos, somente Adad não tinha nenhum; portanto, não fazia parte do colégio inicial dos deuses.

Na realidade, Adad é o grande deus dos asiânicos, represen­tado como o habitante dos cimos elevados, armado do raio e do relâmpago. tendo por atributo o touro, cujos mugidos lembram o trovão. O grande príncipe da fertilidade, cujos reflexos se manifestarão nos inúmeros deuses secundários especializados: O deus da árvore, do campo, da fonte, da vinha etc. Adad tem por esposa Sala (ou Shala), que é denominada comumente "A dama da espiga".

 

AN -V. Anu.

ANU -Anu é forma semita do deus An. Reside nos céus, conforme o seu ideograma, que é o da estrela; tem poderes mais extensos que os demais deuses, incluindo até aqueles que se atribuíam, em geral, aos espíritos da fertilidade e da fecundidade. Era o deus supremo desde a época sumeriana; mas outros deuses que também habitavam o céu aos poucos foram tendo tanto poder como ele. O lugar preferido do seu culto era a cidade de Der, em Acad, e Uruk, na Suméria. Lá, no seu templo de Eana, casa do céu ou Anu, pois o mesmo signo, a estrela, serve para escrever o nome do deus e o da sua residência, adorava-se, igualmente, sua filha, a deusa Istar, cujo culto, pouco a pouco, igualou-se ao seu, se o não suplantou. Anu tinha, também, um famoso templo em Lagash, no quarteirão sagrado da cidade, Girsu. Nesse tem­plo, da mesma forma, desde o reinado de Enadu, o primeiro sobe­rano do qual possuímos um monumento, a Estela dos Abutres, Istar que entre seus inúmeros nomes tinha o de Nini em sume­riano, era adorada como filha de Anu, e seu culto logo ultrapassou o do grande deus.

Até a época neo-sumeriana e a dinastia babilónica, antes da intrusão de Marduc, Anu era reconhecido como o deus supremo, rei dos deuses; colocavam diante dele as insígnias da realeza: o cetro, o diadema, o bastão de comando e a coroa.

A prioridade de Anu se traduz pela hospitalidade que ele dá a todos os demais deuses; é "no céu de Anu" que se reúnem para bem comerem e melhor beberem, assim como para se lamen­tarem quando algum perigo os ameaça.

 

ARALU -Os infernos.

 

ASSUR - Deus epónimo dos assírios, o deus supremo da religião ninivita. Seu nome pouco aparece nos mitos babilónios.

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B BABU -Esposa de Ninurta. Essa divindade feminina presi­dia à saúde dos homens, curava as enfermidades, mas podia, também, infligir grandes danos aos mortais.

 

BEL -Bel ou Bilu, o grande deus da Babilónia. Corres­ponde ao Grande Baal, "Senhor", dos fenícios.

 

BELTIS -O nome caldeu de Béltis era Belit, "A Dama". Designava a deusa associada pelos caldeus ao deus Bel. No começo foi identificada com Istar, mas logo se tornou divindade independente e distinta.

Os gregos a identificaram com Afrodite; davam-lhe, também, o nome de Milita, forma grecizada de Belit.

O seu culto comportava ritos estranhos: as mulheres deveriam passar, quando ainda virgens, algum tempo no templo da deusa e se entregar ao primeiro que se apresentasse; eram "as primí­cias da virgindade"; essa prostituição sagrada é encontrada na Síria e em Chipre.

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DANQUINA -Esposa de Ea. Não tem história própria.

 

DEMONIOS - Uma das grandes preocupações da religião de Assur e da Babilónia eram os génios, espíritos bons ou maus que cercavam os homens. Os bons génios ou demónios benéficos eram representados por touros alados e ornavam as portas dos palá­cios; os maus demónios eram mais numerosos que os bons; tinham nascido ora de Bel, ora de Anu, mas unidos, então, a uma deusa infernal; alguns eram considerados filhos de Ea e Danquina, não obstante o carácter benfazejo desse casal divino; a contradição era aparente, pois eles tinham, então, o nome de "a bílis de Ean.

Os demónios perversos eram figurados como monstros imper­feitos e horrendos e divididos em várias categorias. A primeira, a mais frequente, era a dos maus utukku, também chamados os "Sete", ainda que não tivessem esse número; essa primeira classe era mal definida; os textos se contradizem; às vezes dão-lhes o nome de edimmu, "Os que voltam", ou namtaru, "O Demónio da Peste".

Praticavam toda espécie de maldade: perseguiam os viajan­tes, maltratavam os animais, promoviam dissenções entre os membros de uma mesma família, provocavam rixas, faziam as pessoas sofrer acidentes, tiravam-lhes a boa saúde, numa palavra, tornavam a vida detestável.

Havia, também, os íncubos e súcubos, que, unindo-se aos mortais, geravam toda uma série de desgraças: eram crianças que não nasciam a termo, recém-nados que morriam, abortos etc. Depois vinham as calamidades: seca ou cheia desastrosa, morte do gado, perda das colheitas etc.

Os edimmu eram seres revoltados, que tinham sofrido morte injusta ou que não tinham obtido as alegrias que almejavam; vingavam-se causando dano aos homens. A lista dos que se tornavam edimmu era assaz longa: Aquele cujo cadáver foi aban­donado na planície, aquele que ficou sem sepultura, a mulher que morreu virgem, a mulher que morreu de parto, a mãe cujo filho nasceu morto, aquele que caiu duma palmeira, aquele que se afogou...

 

DÉRCETIS - Deusa síria, também conhecida como Dérceto ou Atágartis ou Astarte. Representavam-na com corpo de peixe. Dércetis houvera, de simples mortal, uma filha, a célebre Semí­ramis, que desposou Nino, rei da Assíria, e fundou Babilónia; Semíramis cercou a cidade com imensas muralhas flanqueadas por torreões. No fim do governo, sabendo que Nínias, seu filho, conspirava contra ela, cedeu-lhe a coroa e metamorfoseou-se em pomba.

Dércetis, originariamente, era deusa de Áscalon (cidade da antiga Palestina, uma das principais cidades dos filisteus, porto do Mediterrâneo; vêem-se, hoje, suas ruínas perto de El Djurah, a 70 km de Jerusalém); confundiu-se com Atágartis de Hier6­polis; seu culto deu origem à lenda grega de Perseu e Andrômeda.

DUMUZI -Deus da vegetação, de modo especial das messes.

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EA - O nome de Ea, em língua sumeriana, era Enqui, o senhor do solo, mas do solo profundo, do subsolo que para os babilónios eram um abismo líquido sobre o qual flutuava o mundo; não era, contudo, deus dos infernos, onde reinava Nergal. Ea significa "casa d'água"; o nome, portanto, precisa a qua­lidade e o carácter da realeza que exerce; de feito, os babilónios haviam localizado a sabedoria, a ciência e a prudência no abismo que chamavam apsu, simples semitização da palavra sumeriana ab-zu, morada do saber.

Ea tinha por esposa Danquina, de carácter muito apagado. Ea era o protetor do gênero humano e algumas tradições teo­lógicas o faziam criador da humanidade; ele teria modelado em greda um corpo humano e nele inspirado o sopro vital; vê-se, aí, claramente, o eco da tradição bíblica, quando Deus fez Adão do barro da terra. Era, também, deus-oleiro, talvez por causa da sua habilidade em amassar o barro.

Graças a Ea não se perdeu toda a humanidade, pois ele avisou Um-napisti e levou-o a construir o barco onde se acolheu com sua família. Na qualidade de senhor do saber, todas as altas ciências estão sob a sua protecção: magia, divinação, astronomia (ou melhor, astrologia), medicina etc.; davam-lhe o epíteto de "deus do olho brilhante".

 

ENLIL -O nome semita de Enlil é Bel, que significa "Se­nhor". Seu domínio é a terra. Em Sumer, o principal lugar de culto de Enlil era Nipur. Já nas épocas arcaicas era chamado de "rei dos deuses"; essa primazia, sem dúvida, responde à tra­dição do clero, pois ainda que o chamem de "sábio", "ajuizado", "prudente", foi ele que ordenou o dilúvio, não obstante os pro­testos de Istar e de Ea. É interessante observar que quando Marduc ascendeu ao primado no panteão babilónico, também recebeu o nome de Bel: Bel-Marduc; Enlil tornou-se, então, Bel­-o-Antigo. Sua esposa tomou como nome a forma feminina do nome do marido, Belit, a Dama.

 

ENQUI -Senhor das águas profundas, do abismo que supor­ta a terra.

 

ENZU -Deus-lua, senhor do saber.

ERESQUIGAL -Irmã de Sarnas e de Istar. Era a rainha dos Infernos, chamados aralu. Nergal, um dia, invadiu os infernos, "país do qual não se retorna" e maltratou Eresquigal; esta ofere­ceu-se-lhe em casamento. Nergal aceitou e tornou-se o rei dos infernos.

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GATUMDUG -Deusa do leite.

 

GÉNIOS -V. Demónios.

 

GESHTIN ANA -"A Vinha Celeste", deusa agrícola.

 

GIBIL -Deus sumeriano. -V. Nuscu.

 

GIZIDA -Deus da vegetação, pertencente ao ciclo naturista.

 

GULA -Divindade esposa de Ninurta. Presidia à saúde e curava as doenças dos homens; mas podia, também, infligir gran­des danos aos mortais. O cão, companheiro de Gula, tornou-se, entre os gregos, o de Esculápio.

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INSHUSHINAK -Outro nome para Ninurta. Era o deus de Susa.

 

INURTA -V. Ninurta.

 

ISTAR - Istar, por causa das numerosas divindades das quais ela se tornou a expressão, tem genealogia bem incerta; dizem-na filha de Sin, mas também de Anu; é irmã de Samas e de Eresquigal, deusa dos infernos. Seus esposos e amantes formam uma lista assaz extensa; quase em toda parte, às vezes sob nome diferente, é a esposa do deus principal da cidade; por­tanto, tantos maridos quantas forem as cidades. Atribuem-lhe dois caracteres diferentes, porque ela representa duas espécies de deusas: deusa do amor, do prazer, da volúpia e deusa das bata­lhas; e isto não por razões filosóficas: o amor, irmão da morte, a morte consequência do amor etc. Não. É o princípio da fecun­didade por excelência ao qual se uniu o carácter bélico; mas essas duas qualidades são sempre reverenciadas sob nomes diferentes; em Uruk é Istar da religião naturista; a Istar de Halab e a Istar de Arbela são divindades bélicas; os atributos, num e noutro caso, diferem, assim como os símbolos; na baixa época esse duplo carácter foi acentuado nas assimilações: era Vénus (ou Afrodite) enquanto deusa do amor e da volúpia, era Cibele quando deusa da fertilidade. Comumente identificada com Astarte, Astarot ou Astoret, era a grande deusa de todos os povos semitas.

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MARDUC - Segundo os hebreus, nome do deus adorado em Babilônia como divindade suprema. Era filho de Ea; seus atri­butos: o dragão, o peixe-cabra e o cão. Venceu as divindades do Caos e organizou o Céu e a Terra. Tinha, também, o nome de Merodac.

Os deuses da magia, de modo particular, eram representados por Marduc e Ea; este último, senhor de toda sabedoria, ben­feitor da humanidade, abandonou, pouco a pouco, todos seus po­deres activos ao filho, Marduc, quando foi da reforma religiosa da primeira dinastia babilônica.

 

MERODAC - O mesmo que Marduc.

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NABU - Cognominado "O escriba dos deuses", Nabu era a divindade que, anualmente, quando os deuses se reuniam em assembleia, no início do ano, a fim de fixar os destinos para o novo período que começava, escrevia em tabuinhas as determi­nações emanadas da assembleia divina.

 

NEBO - Divindade assíria que era cultuada na babilónia.

 

NERGAL -Deus dos infernos. Era de caráter solar, mas destruidor.

 

NIDABA -Deusa da fertilidade. Era, propriamente, uma divindade-grão, deusa dos caniços e dos juncos, tão abundantes nos terrenos paludosos .junto aos rios e aos canais. Como o caniço servisse para fazer cálamos, os estiletes com os quais se escrevia sobre a argila, Nidaba tornou-se a deusa dos números e dos presságios; além disso se qualificava como a deusa das plan­tas, em geral, que vicejavam nos marnéis, de modo particular das equissetáceas, que, calcinadas, produziam a soda, cuja mistura com óleo e argila dava um sucedâneo do sabão. Também tinha o nome de Nisaba.

 

NINCARRAC -Esposa de Ninurta. Era divindade que presidia à saúde dos homens.

 

NINGIZIDA -Deus dos bosques e das verduras. Chama­vam-no "Senhor do bosque da Vida". O mesmo que Gizida.

 

NINTUD -Deusa que presidia aos partos. Era invocada, de modo particular, pelas mulheres grávidas.

 

NINURTA -Ninurta ou Inurta era o deus dos combates no tempo dos sargônidas; consideram-no um emigrado da religião naturista.

Nos tempos sumérios, arcaicos, era o senhor de Girsu (Nin Girsu), o quarteirão sagrado de Lagash; naquela época desem­penhava o papel de deus da fertilidade, presidia às cheias dos rios, sem as quais não poderia haver vegetação. Na época assiria teve armas por símbolos; outrora era a charrua.

Em Ninurta confundem-se muitas divindades: Inshushinak, o deus de Susa, Zababa, o deus de Kish. ..Sua poligenia se traduz por aparente poligamia: será esposo ora de Babu, ora de Nincar­rac, ora de Gula; essas divindades femininas são bem diferen­ciadas; presidiam à saúde do homem; curavam-no de suas enfer­midades, mas podiam, também, infligir-lhes sorte funesta.

NISABA -V. Nidaba.

 

NUSCU - Deus da chama. Representa o deus surneriano Gibil. Os fiéis de Nuscu rendiam-lhe graças sem cessar, pois, faltando o fogo, os sacrifícios não poderiam ser consumidos.

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OANES - Um dos principais deuses da Babilónia. Oanes, saído do mar Eritreu, era um monstro metade homem e metade peixe, que apareceu pela primeira vez perto de um lugar vizinho a Babilônia. Tinha duas cabeças, a de homem sob a de peixe. Esse monstro vivia entre os homens, sem comer; deu-lhes o conhecimento das letras, das artes e das ciências em geral, assim corno da agricultura. Ao pôr do sol Oanes se retirava para o mar e passava a noite sob as águas

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SALA -Esposa de Adad. Tinha o epíteto de “A Dama da Espiga".

 

SAMAS -O deus Sol, Utu em sumeriano. Sarnas era filho do deus-lua. Para nós o sol tem importância mui diversa da que lhe atribuem no Oriente. O sol da manhã, que aquece a terra, é o benvindo; dispersa as trevas, asilo dos maus espíritos que engendram o terror; mas, à medida que avança no seu curso, cessa de ser benfeitor da humanidade; é ele que queima as plan­tações e que faz da planície um deserto; o sol do meio-dia é assassino: faz os homens sofrerem ataques de insolação, causa­-lhe incômodos vários, dissemina epidemias; deixa, então, de ser Sarnas e se transforma em Nergal, deus dos infernos, abastecedor de seu próprio domínio por meio das epidemias que espalha sobre a terra. A principal qualidade de Sarnas é ser deus da justiça. Essa atribuição nos esclarece a respeito do modo de pensar das populações primitivas que o conceberam; por definição, o sol vê tudo (bem como na Grécia), inunda tudo com a sua luz, expul­sa as trevas, propícias aos maus; é, pois, por excelência, o deus da justiça.

Soberanos que promulgavam leis, corno Hamurábi, colocam suas leis sob os auspícios do Sol; no código desse rei, que se encontra no Louvre, vemos o monarca representado em adoração diante de Samas.

Numa época certamente secundária do seu culto, atribuí­ram-lhe dois filhos, Quitu e Mesaru, palavras que, respectiva­mente, significam "Direito" e "Justiça". Temos aí puras hipós­tases teológicas, absolutamente estranhas ao período arcaico.

A esposa de Sarnas chamava-se Aia.

 

SEMTRAMIS -Rainha lendária da Assíria, filha da deusa Dérceto ou Dércetis; abandonada pela mãe, tornou-se escrava. Um general de Nino, pressentindo seu génio e fascinado pela beleza da escrava, tomou-a por esposa; o próprio Nino por ela se apaixonou, o qual, antes ficara impressionado com a coragem que a jovem demonstrara por ocasião do ataque dos bactros. Nino, então, fez com que o general a cedesse, e a tomou por esposa.Semíramis de imediato conseguiu poder sem limites sobre seu novo marido; dessa união nasceu um filho, Nínias. Segundo antiga tradição, Semíramis, um dia, pediu ao esposo que lhe confiasse, por um momento, o poder real absoluto; este cedeu aos rogos da esposa e foi logo massacrado.

Seja como for, Semíramis sucedeu a Nino no trono. Engran­deceu, fortificou e embelezou Babilónia; cercou-a de muros tão largos que dois carros podiam cruzar por cima deles tranquilamente; construiu imensas plataformas cobertas de jardins magní­ficos, os chamados "Jardins suspensos da Babilônia", urna ponte sobre o Eufrates, galerias sob o leito do rio e um lago que aco­lhesse as águas excedentes no tempo da cheia. Na Arménia mano dou erguer o famoso Artemita e outras obras não menos impor­tantes que as de Babilónia. Submeteu a Arábia, o Egito, urna parte da Etiópia e da Líbia e só não teve sucesso na expedição que dirigiu contra a tndia. Morreu depois de ter reinado 42 anos; sucedeu-lhe Ninias, seu filho, que, talvez, tenha lhe abre­viado os dias.

Semíramis foi adorada pelos assírios sob a forma de pomba; contava-se que ela tinha sido criada por pombas e que ao morrer subira aos céus sob a forma de uma dessas aves; seu próprio nome significava pomba. Outras tradições referem que Semi­ramis matou o marido e todos os filhos, com exceção de Nínias. A tradição recolhida por Justino (Rist. Phil., li) é assaz di­versa.

 

SIN - Sin é nome semita do deus-lua que se chamava em sumeriano En-zu, o senhor do saber; aí também se encontram duas concepções diferentes, uma colocando o saber no céu, outra nas águas subterrâneas. Contrariamente a muitos povos, os meso­potâmios da lua fizeram um deus, não uma deusa.

O deus Sin gozava de grande prestígio; era ele que, com as variações do seu disco regulava o curso dos meses (os babilónios tinham o mês lunar), que, de tempos a tempos, era necessário pôr de acordo com o curso do ano verdadeiro, isto é, o ano solar. Assim, uma das formas de escrever seu nome é o número trinta, do total de dias necessário à revolução lunar. A regularidade do curso lunar deu a Sin o carácter de ordem e sabedoria. Imagi­navam-no como homem de idade madura, com imensa barba de lápis-lazúli. Para os mesopotâmios, o crescente lunar que, na­quela latitude aparece com a convexidade quase paralela ao hori­zonte, era a barca do deus na qual ele percorria o céu.

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TAMUZ - Deus da vegetação. O seu culto permaneceu até ao primeiro milenário; o seu nome figurava no calendário, pois tinha um mês que lhe era dedicado, "o mês Tamuz", junho-julho; cele­bravam-se inúmeras festas em sua honra; com o correr dos séculos o culto de Tamuz permaneceu quase apagado, mas as lendas em que ele participava gozaram, sempre, de extraordinário prestígio. Mas, no decorrer do período greco-romano, Tamuz conheceu um esplendor que não foi igualado por nenhum outro deus do panteão babilónico: transformou-se no famoso Adónis, adaptação do semita Adon, "Senhor".

O culto de Tamuz aparece na Bíblia (Ezequiel, VIII, 14):  "Conduziu-me até a entrada da porta setentrional da casa do Senhor: mulheres estavam sentadas, chorando Tamuz".

No estio, os povos semitas costumavam celebrar festas fúne­bres, por causa da sua morte prematura.

 

TRÍADES - A religião babilônica conhecia duas triades (con­junto de três deuses, segundo o esquema familial, pai, mãe e filho) principais; a característica mais notável dessas tríades é que não correspondem ao sentido comum que lhe dão, feito sob o esquema familial, de pai, mãe e filho; em geral, as religiões evoluídas de um culto naturista, não guardam essa noção.

A primeira tríade babilónica é composta de Anu, Enlil e Ea; a segunda é formada por Sin, Sarnas e Istar. — V. esses nomes.

 

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UTU - O Sol. Utu, nome sumeriano, é o mesmo Samas.

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ZABABA -Deus de Kish. Era o mesmo deus Ninurta.